FADOS &c



___ Tive um coração, perdi-o ___
Letra: Amália Rodrigues
Música: José Fontes Rocha

Tive um coração, perdi-o
Ai quem me o dera encontrar (x2)
Preso no fundo do rio
Ou afogado no mar (x2)

Quem me dera ir embora
Ir embora e não voltar (x2)
Que a morte que me namora
Já me pode vir buscar (x2)

Tive um coração, perdi-o
Ai quem me dera encontrar (x2)
Preso no lodo do rio
Ou afogado no mar (x2)

___ Trago fado nos sentidos ___
Letra: Amália Rodrigues
Música: José Fontes Rocha

Trago fados nos sentidos
Tristezas no coração
Trago meus sonhos perdidos
Em noites de solidão

Trago versos, trago sons,
De uma grande sinfonia
Tocada em todos os sons
Na tristeza e na alegria

Trago amarguras aos molhos
Lucidez e desatino
Trago secos os meus olhos
Que choram desde meninos

Trago noites de luar
Trago planícies de flores
Trago o céu e trago o mar
Trago dores ainda maiores

___ Água e mel ___
Letra: Carlos Barbosa de Carvalho
Música: Miguel Ramos

Entre os ramos de pinheiro
Vi o luar de janeiro
Quando ainda havia Sol
E numa concha da praia
Ouvi a voz que desmaia
Dum secreto rouxinol

Com água e mel, comi pão com água e mel
E no vão duma janela, beijei sem saber a quem
Tenho uma rosa, tenho uma rosa e um cravo
Num cantarinho de barro que me deu a minha mãe

Fui pla estrada nacional
E pela mata real
Atrás de um pássaro azul
No fundo dos olhos trago
A estrada de Santiago
E o cruzeiro do sul

Abri meu olhos, abri meus olhos ao dia
Escutei a melodia que ao céu se eleva do pó
O vinho novo. se provei o vinho novo
Se amei e honrei o povo, meu Deus porque estou tão só

___ Tudo isto é fado ___
Letra: Frederico Carvalho
Música: Aníbal Nazaré

Perguntaste-me outro dia
Se eu sabia o que era o fado
Disse-te que não sabia
Tu ficaste admirado
Sem saber o que dizia
Eu menti naquela hora
Disse-te que não sabia
Mas vou-te dizer agora

Almas vencidas
Noites perdidas
Sombras bizarras
Na Mouraria
Canta um rufia
Choram guitarras
Amor ciúme
Cinzas e lume
Dor e pecado
Tudo isto existe
Tudo isto é triste
Tudo isto é fado

Se queres ser o meu senhor
E teres-me sempre a teu lado
Não me fales só de amor
Fala-me também do fado
E o fado é o meu castigo
Só nasceu pra me perder
O fado é tudo o que digo
Mais o que eu não sei dizer



Marc Rodrigues & Luís Guerreiro - Fado do Estudante

Letra: José Galhardo
Música: Raul Ferrão / Raul Portela

Que negra sina ver-me assim
Que sorte e vil degradante
Ai que saudades eu sinto em mim
Do meu viver de estudante

Nesse fugaz tempo de Amor
Que de um rapaz é o melhor
Era um audaz conquistador das raparigas
De capa ao ar cabeça ao léu
Só para amar vivia eu, sem me ralar
A vadiar e tudo mais eram cantigas

Nenhuma delas me prendeu
Deixá-las eu era canja
Até ao dia que apareceu
Essa traidora de franja

Sempre a tinir sem um tostão
Batina a abrir por um rasgão
Botas a rir num bengalão e ar descarado
A vadiar com outros mais
E a dançar para os arraiais
Para namorar beber, folgar cantar o fado

Recordo agora com saudade
Os calhamaços que eu lia
Os professores da faculdade
E a mesa da anatomia

Invoco em mim recordações
Que não têm fim dessas lições
Frente ao jardim do velho campo de Santana
Aulas que eu dava se eu estudasse
Onde ainda estava nessa classe
A que eu faltava sete dias por semana

O Fado é toda a minha fé
Embala, encanta e inebria
Pois chega a ser bonito até
Na radiotelefonia

Quando é tocado com calor
Bem atirado e a rigor
É belo o Fado, ninguém há que lhe resista
É a canção mais popular, tem emoção faz-nos vibrar
Eis a razão de eu ser Doutor e ser Fadista

(*Fado do Estudante (também conhecido pelo nome "fado do Vasquinho") foi um fado interpretado por Vasco Santana no filme "A canção de Lisboa".)







Canção de embalar
Cristina Branco - Dulce Pontes - Hyubris

___ Canção de embalar ___
Letra / música: Zeca Afonso

Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será p'ra ti

Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar

Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor

Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme qu'inda a noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer



Madredeus
A andorinha da primavera - Não muito distante - Alma

___ A andorinha da primavera ___
Composição: Madredeus

Andorinha de asa negra aonde vais ?
Que andas a voar tão alta
Leva-me ao céu contigo, vá
Qu´eu lá de cima digo adeus
ao meu amor
Ó Andorinha
da Primavera
Ai quem me dera também voar
Que bom que era
Ó Andorinha
na Primavera
também voar

___ Não muito distante ___
Composição: Madredeus

Eu queria mais alegria,
Isso é que eu queria,
Alegria a correr todo o ano
Era só isso que eu queria, mais alegria,
Mas não foi, não foi bem, o meu caso

É que eu também já sabia,
Eu já sabia,
Já sabia qual era o engano
É que eu não tive o que eu queria, quando podia,
E depois, mais alguém, nunca mais

Disse-me um dia, não muito distante
Volta num dia, não muito distante

Quem sentiu o que eu sentia, quando partia,
E partia levando o encanto
Fica a saber que eu choro, por tanta alegria
Como eu sei, sei tão bem, e não tive

Disse-me um dia, não muito distante
Volta num dia, não muito distante
E eu disse um dia, não muito distante
Disse-lhe um dia, não muito distante

___ Alma ___
Composição: Madredeus

Ai alma
Ai alma
Guarda-me o meu lugar
Ai guarda
Ai guarda
A minha vez de amar
Cansada
Cansada
Só te sei procurar
E mais nada
E mais nada
Ah, não sei chorar



Ana Moura (voz) & Custódio Castelo (guitarra portuguesa), Jorge Fernando (viola fado), Filipe Larsen (baixo) - C.C.Belém 2007 - 0:00
- António Zambujo (viola fado) & Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), Ricardo Cruz (contrabaixo) - S. Luís - 4:12
- Marco Rodrigues (viola fado) & Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), Vasco Sousa (baixo) - Adega Machado 2012 - 8:58

___ Loucura ___
Letra: Júlio Campos Sousa
Música: Frederico de Brito

Sou do fado
Como sei
Vivo um poema cantado
De um fado que eu inventei

A falar
Não posso dar-me
Mas ponho a alma a cantar
E as almas sabem escutar-me

Chorai, chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raíz
Da vida que nos juntou

E se vocês
Não estivessem a meu lado
Então não havia fado
Nem fadistas como eu sou

Nesta voz
Tão dolorida
É culpa de todos vós
Poetas da minha vida

A loucura
Ouço dizer
Mas bendita esta loucura
De cantar e sofrer

Chorai, chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raiz
Da vida que nos juntou

E se vocês
Não estivessem a meu lado
Então não havia fado
Nem fadistas como eu sou

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